
IDENTIDADE
A identidade do nosso Instituto está implícita na sua própria denominação: “Terciárias Franciscanas”.
Nascidas da Ordem Terceira Franciscana, como Irmãs da penitência, atingimos desde o inicio o carisma de São Francisco de Assis.
O nosso programa de vida é o Evangelho que o Seráfico Pai viveu radicalmente, assim como ele mesmo afirma: “Isto que eu quero, isto que eu procuro e isto que eu desejo fazer com todo o meu coração”.

FAZER PENITENCIA E
OBRAS DE MISERICÓRDIA
Estamos todas lançadas a realizar uma gradual e incessante conversão, indispensável para entrar no Reino de Deus, e nos dedicamos às “obras de misericórdias” nas suas várias formas.

Recordamos que São Francisco de Assis “começou a fazer penitência”, demonstrando “misericórdia” aos leprosos e desde “então aquilo que lhe parecia amargo tornou-se doçura da alma e do corpo”. Seja no estilo de vida, seja no exercício das obras, nos sentimos empenhadas a seguir e testemunhar Cristo nas pegadas de São Francisco, vivendo as características principais da espirituali-dade franciscana: a menoridade, a fraternidade, a simplicidade e a alegria, virtudes que sempre caracterizam o Instituto.

A paz que anunciam com a boca, tenham-na mais amplamente em seus corações. Ninguém seja por eles provocado à ira, ao escândalo, mas pela mansidão sejam provocados à paz, benignidade e à concórdia. Pois os irmãos e as irmãs foram chamados para curar os feridos, reanimar os abatidos e reconduzir os errantes. E em toda parte onde estiverem, recordem que se doaram a si mesmos e entregaram seus corpos ao Senhor Jesus Cristo. E por amor ao Senhor devem expor-se tanto aos inimigos visíveis quanto aos invisíveis, porque diz o Senhor: Bem aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus. (REGRA TOR n.30)
A NOSSA CONSAGRAÇÃO A DEUS NO CARISMA FRANCISCANO
primeiro apostolado:
testemunho da vida
Cientes de que o nosso apostolado consiste em primeiro lugar no testemunho de vida, além do empenho do bom exemplo, tanto recomendado por São Francisco, realizamos na Igreja nossa missão com a educação moral, intelectual e religiosa da infância, da adolescência e da juventude, com a pastoral paroquial, com a assistência aos enfermos e aos anciãos, que servimos também quando é possível em domicílio, e com outras formas caritativas de assistência social, respondendo ao espírito franciscano do Instituto, às suas possibilidades concretas e às exigências da sociedade na qual vivemos. C.1.4


VOTO DA POBREZA E
PARTILHA DOS BENS
Enquanto renunciamos à posse, ao livre uso e disposição do dinheiro, agradecemos ao Senhor pelos bens que nos oferece através da Fraternidade, dos quais devemos servir-nos com o sentido de franciscana responsabilidade.² Livres da escravidão dos bens materiais dividimos, nos limites do possível, quanto possuímos com os pobres, solidárias com eles que sofrem situações de miséria e de injustiça, para sustentar as suas esperanças e dedicar-nos à sua promoção integral.

O itinerário espiritual da conversão evangélica, iniciado no Batismo e aprofundado com a Profissão Religiosa na vida penitencial da Ordem Terceira Franciscana, nos conduz a uma sempre mais íntima configuração a Cristo, morto e ressuscitado, e exige que nos renegamos a nós mesmas, pegamos cada dia a nossa cruz e “perseveramos na fé e na penitência”. C.8.1
CONSAGRAÇÃO: SINAL VISIVEL DAS MARAVILHAS DE DEUS
Com a nossa resposta ao chamado de Cristo para segui-Lo mais de perto, pelas suas pegadas, nos consagramos a Ele mediante a pública Profissão dos Conselhos Evangélicos de castidade, pobreza e obediência.
A nossa consagração torna visível as maravilhas que Deus opera na frágil humanidade das pessoas chamadas, e exprime o dom total de nós mesmas a Deus e o nosso “amor sempre mais sincero e forte na dimensão trinitária”. Esta consagração tem suas raízes profundas na consagração batismal e transforma toda a nossa vida num serviço e num culto a Deus sumamente amado, chegando até a dizer como São Francisco: “Deus meu, meu tudo

CASTIDADE E VIDA FRATERNA
A castidade é o sinal da vida futura e fonte de uma mais rica fecundidade do coração indiviso. Ela exprime “aquele admirável mistério” da união entre a Igreja e Cristo, seu Esposo divino.
Comporta a obrigação da perfeita continência no celibato e, portanto, a renúncia livre e voluntária ao matrimonio e qualquer ato contrário à castidade. Nesta dimensão, a solidão ínsita na nossa escolha vocacional, que pode ser alegremente preenchida pelo nosso viver com Cristo e por um autêntico amor pelos irmãos.
Para guardar a castidade consagrada e vivê-la em plenitude, é necessário cultivar uma intensa vida espiritual, sobretudo com a oração e com uma tenra devoção à Nossa Senhora, a Virgem que, com o seu “sim”, se tornou mãe de Deus.

A PENITÊNCIA:
A CONEVERSÃO CONTINUA
A penitência, assim como entendia o nosso Pai Francisco - diferente dos conceitos que muitos davam antes e até mesmo depois de Francisco -: é a conversão continua, uma conversão que acontece no coração e na decisão das pessoas depois de ter encontrado Cristo, especialmente na escuta da Palavra, no encontro com o pobre e o leproso, no silêncio e na oração solitária, como aconteceu na Igrejinha de São Damião e em fim na presença dos Irmãos, como aconteceu com a chegada dos primeiros amigos na Ordem.

Podemos ver que Francisco mudou completamente a sua maneira de pensar e agir depois do encontro com o leproso (ele mesmo diz isso no Testamento: o que era amargo tornou-se para mim doçura de alma e corpo); Depois que ouviu a proclamação do Evangelho na Igreja (ele diz: é isso que eu quero, isso que eu desejo e isso que eu quero fazer com todo o meu coração); Depois que escutou a voz do crucificado em São Damião (Francisco começa a sua primeira missão de restaurar a Igrejinha) e então, quando começaram chegar os primeiros amigos, a presença dos outros não fez com que ele permanecesse na mesma espiritualidade, e na mesma caminhada, mas correu atrás do Papa para entender e fazer o que Deus quer dele e da sua Ordem, até chegar a aprovação.Francisco ensinou a todos assim: fazer e pregar a penitência, fazer e pregar a conversão evangélica.

As Irmãs Franciscanas são chamadas a fazer este mesmo caminho: Uma vez encontrando-se com Cristo, Pobre e Crucificado, na escuta da Palavra, na oração cotidiana, na convivência fraterna e na missão, caminham rumo à santidade, a vocação universal de cada cristão.
O encontro pessoal com Cristo leva a religiosa ao irmão e, nas variadas atividades apostólicas as Irmãs tem possibilidade de ter o espaço para exercitar a misericórdia e a caridade, fruto da conversão.​
Os votos religiosos da castidade, pobreza e obediência, ajudam a viver com mais autenticidade a conversão evangélica na vida cotidiana, para ir ao encontro do irmão com coração livre, amando a todos sem possuir a ninguém e tudo isso, somente e simplesmente, por pura obediência aos Conselhos Evangélicos. Por isso a nossa vida é fonte de alegria e de esperança, embora podemos gozá-las na sua plenitude, somente na eternidade!

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O primeiro ambiente do nosso apostolado é a própria Fraternidade, onde cada uma de nós deve ter um afeto materno para com as outras, lembrando da exortação de São Francisco: “Cada um ame e nutra o seu irmão, como a mãe ama e nutre o seu próprio filho”.
Seguindo o exemplo dos primeiros cristãos, procuramos “encorajar reciprocamente na caridade e nas boas obras” “ensinando e admoestando com toda sabedoria”, corrigindo como Irmãs, “edificando umas às outras” e “consolando com a mesma consolação com que somos consoladas em Deus”.
Ambientes de apostolado
Dedicamo-nos às atividades educativas com amor, dedicação e senso de responsabilidade, dando bastante atenção em “coordenar junto a cultura humana a mensagem da salvação, a fim de que o conhecimento do mundo, da vida, do homem, que os alunos gradativamente adquirem, seja iluminado pela fé”.
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Com o espírito da humildade oferecemos a nossa colaboração aos párocos, particularmente no campo da catequese das crianças e dos jovens e em outras iniciativas de promoção e solidariedade humana.
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Conscientes do grande sofrimento e das várias formas de misérias presentes no mundo, como operários de paz e mensageiros da perfeita alegria, damos assistência aos que sofrem, aos pobres e aos marginalizados, participando de suas dores, como Maria fez com o Filho no Calvário, e reconhecendo neles a pessoa de Jesus, que nos assegura: “Quando fizerem a um dos mais pequenos destes meus irmãos, fizeram a mim”.


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