

“Comecemos, irmãos, pois até agora pouco ou nada fizemos”

Jubileu Franciscano 1226-2026
800º aniversário da Páscoa
de São Francisco de Assis
“Depois de oito séculos, São Francisco permanece um mistério”; para encontrar a resposta, “é preciso fazer parte da escola do Poverello” que encontra seu sentido no amor ardente por Cristo e na escuta, no caminhar e no anúncio às periferias.
Papa Francisco
Os irmãos e as irmãs, por toda parte, em todo lugar, a toda hora e todo o tempo, creiam na veracidade e humildade, tenham no coração e amem, honrem, adorem, sirvam, louvem, bendigam e glorifiquem o Altíssimo e sumo Deus Eterno, Pai, Filho e Espírito Santo. E o adorem com o coração puro, porque é necessário rezar sempre sem desfalecer; pois o Pai busca tais adoradores. No mesmo espírito celebrem o Ofício Divino em união com a Igreja universal.
Aqueles e aquelas que o Senhor chamou para a vida de contemplação, manifestem sua dedicação a Deus, com alegria renovada todos os dias e celebrem o amor que o Pai tem pelo mundo. Ele, que nos criou e redimiu, nos salvará por pura misericórdia.(Regra n.9)
A NOSSA ESPIRITUALIDADE
Façam sempre em si mesmos uma habitação e uma morada para Ele, que é o Senhor Deus onipotente, Pai, Filho e Espírito Santo. E assim, com o coração indiviso cresçam no amor universal, convertendo-se continuamente a Deus e ao próximo. n.8

A paz que anunciam com a boca, tenham-na mais amplamente em seus corações. Ninguém seja por eles provocado à ira, ao escândalo, mas pela mansidão sejam provocados à paz, benignidade e à concórdia. Pois os irmãos e as irmãs foram chamados para curar os feridos, reanimar os abatidos e reconduzir os errantes. E em toda parte onde estiverem, recordem que se doaram a si mesmos e entregaram seus corpos ao Senhor Jesus Cristo. E por amor ao Senhor devem expor-se tanto aos inimigos visíveis quanto aos invisíveis, porque diz o Senhor: Bem aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus.n. 30
Os irmãos e as irmãs sejam suaves, pacíficos e modestos, mansos e humildes, e falem honestamente com todos, como convém. E onde quer que estiverem ou andarem pelo mundo, não briguem nem façam contendas com palavras, nem julguem os outros, mas mostrem-se sempre alegres no Senhor, joviais e convenientemente graciosos. Como saudação digam: o Senhor te dê a paz.(Regra 18-20)
Toda a nossa vida seja impregnada de espírito apostólico e toda a nossa ação apostólica seja animada pelo espírito religioso”. Por isso cuidemos que as nossas atividades sejam ordenadas de modo que não se extinga em nós “o espírito da santa oração e devoção, à qual devem servir todas as coisas temporais”.
Sob o exemplo de São Francisco, “não tanto homem que pregava quanto homem feito oração”, que havia feito em si “uma morada permanente” a Deus, dedicamos um tempo suficientemente longo à oração pessoal, para dizer a Deus o nosso amor e para sentirmos amadas por Ele.
Recordando que o Seráfico Pai, “se refugiava no segredo da solidão para escutar, sozinho e no silêncio, os arcanos colóquios do Alto”, cultivamos o silêncio, que é o meio eficaz para facilitar o contato íntimo e prolongado com o Senhor e como também uma exigência da caridade fraterna e da mortificação.(C.7)

Na caridade, que é o próprio Deus, esforcem-se todos os irmãos e as irmãs para humilhar-se em tudo, seja orando, seja servindo ou seja trabalhando; se empenhem de não se gloriar de si mesmos nem se alegrar ou se exaltar interiormente por suas boas palavras e obras, até mesmo por nada do que Deus faz ou diz ou alguma vez opera neles ou por meio deles. Em todo o lugar e em todas as circunstâncias, reconheçam que todos os bens são do Senhor Deus, altíssimo e soberano de todas as coisas, e a Ele rendam graças porque Dele procede todo bem.
Como pobres, os irmãos e irmãs, a quem o Senhor deu a graça de servir e trabalhar, sirvam e trabalhem fiel e devotamente de tal modo que, excluída a ociosidade, inimiga da alma, não extingam o espírito da santa oração e devoção, ao qual devem servir todas as outras coisas temporais.
Em paga pelo trabalho, porém, recebam para si e para os seus irmãos e irmãs as coisas necessárias para o corpo e façam isso humildemente, assim como convém a servos de Deus e seguidores da santíssima pobreza. E tudo o que sobrar procurem dar aos pobres. E nunca devem desejar estar acima dos outros, mas devem muito mais ser servos e súditos de toda humana criatura, por causa de Deus.



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