



VIDA FRATERNA
Por causa do amor de Deus, os irmãos e as irmãs amem-se uns aos outros, como diz o Senhor: Este é o meu mandamento, que vos ameis uns aos outros como eu vos amei.
E demonstrem, pelas obras, o amor que têm para com o outro. E com confiança manifeste um ao outro sua necessidade, para que ele encontre o necessário e lhe sirva.
Bem aventurados aqueles que amarem o outro tanto quando ele está doente e não pode satisfazer-lhes, como quando ele está são e pode satisfazer-lhes.
E por tudo que lhes acontecer, rendam graças ao Criador, e desejem ser tais como o Senhor quer que sejam, estando com saúde ou doentes.
Se acontecer que entre eles, por uma palavra ou gesto, surgir alguma ocasião de perturbação, imediatamente, antes de apresentar a Deus a oferta de sua oração, peça humildemente perdão um ao outro.
Se alguém tiver negligenciado gravemente a forma de vida que professou, seja admoestado pelo ministro ou por aqueles que tiverem conhecimento da culpa dele. E não o façam passar vergonha e nem o desonrem; antes tenham grande misericórdia para com ele.
Todos devem cuidar atentamente de não se irritarem ou perturbarem-se por causa do pecado do outro, porque a ira e perturbação impede a caridade.(Das Regra TOR n.23)

A vida fraterna não se resume a compartilhar espaços e serviços, mas sim a doar-se totalmente! Papa Francisco

PRIMEIRO LUGAR DO APOSTOLADO
É A PRÓPRIA FRATERNIDADE

Francisco à Clara:
Ouvi, pobrezinhas, pelo Senhor chamadas, que de muitas partes e províncias fostes congregadas:
Vivei sempre na verdade, para morrerdes na obediência.
Não olheis a vida de fora, porque a do espírito é melhor.
Eu vos rogo com grande amor, que tenhais discrição nas esmolas que vos dá o Senhor.
As que estão por doença agravadas e as outras que por elas estão fatigadas, umas e outras suportai-o em paz, pois havereis de vender bem caro essa fadiga, porque cada uma será rainha no céu coroada com a Virgem Maria.
(São Francisco de Assis à Stª Clara e às Damas de Assis)

ASSEMBLÉIA NA CARPINTARIA
Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia. Foi umareunião de ferramentas para acertar suas diferenças.
Um martelo exerceu a presidência,mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho; e além do mais, passava todo otempo golpeando.
O martelo aceitou sua culpa, maspediu que também fosse expulso o parafuso, dizendoque ele dava muitas voltas para conseguir algo.
Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por suavez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muitoáspera no tratamento com os demais, entrando sempreem atritos.
A lixa acatou, com a condição que também se expulsassem o metro que sempre media osoutros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizouo martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente a rústica madeira se converteu numfino móvel.
Quando a carpintaria ficou finalmente só, a assembleia reativou a discussão. Foi entãoque o serrote tomou a palavra e disse:“ “Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos.
Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, e encontremo-nos em nossos pontos fortes.” A assembleia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar asperezas, e o metro era preciso e exato. Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir moveis de qualidade.
Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos.
Ocorre o mesmo com os seres humanos. Basta observar e comprovar.
Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação tornase tensa e negativa; ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.
É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades… Isto é para os sábios.


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