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a nossa história AO LONGO DE 300 anos

A origem remota: 1215-1711-1906

As Irmãs Franciscanas Terciárias Regulares, conhecidas aqui no Brasil como “Franciscanas de Todos os Santos”, provem de um Instituto Religioso nascido em 1711, na cidade de Florença na Itália. 

Nascidas da Ordem Terceira de São Francisco, não tem outro fundador se não o próprio São Francisco de Assis e, os primeiros membros desta fraternidade, tiveram contato direto com seu fundador, Francisco de Assis, especialmente durante a sua permanência em Florença enquanto escrevia o “Propósitum Vitae” para os Terceiros no ano de 1221, pelo aconselhamento do bispo Hugolino, o cardeal protetor de então. 

Logo no inicio começou a florescer a presença dos frades e dos irmãos seculares que quiseram viver o estilo de São francisco e assim e ao longo dos séculos, esteve sob os cuidados dos Frades Menores na Paróquia Borgo Ognissanti, ao longo do rio Arno, o coração de Florença na Itália.

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No ano de 1711, a então ministra desta fraternidade da OFS a Marquesa Elizabeta Corsini (1668-1726, parente do Papa Clemente Corsini III, 1730-1740), sendo senhora nobre e muito apaixonada pelo carisma franciscano, comprou uma casa, perto da paróquia de Ognissanti, e fez doação à fraternidade da OFS para ali morarem 12 mulheres, 12 senhoras da sua fraternidade, entre aquelas que eram solteiras, viúvas ou idosas e que gostariam de viver no espírito de oração e silêncio.

Assim, foi se formando a primeira fraternidade das Irmãs e, por muitos anos o número dos membros permaneceu em 12, recordando os 12 apóstolos de Jesus e as 12 tribos de Israel. Poderia ingressar um novo membro somente se uma delas chegasse a se casar, morrer ou desistir desta vivência.

Quando o número das que queriam viver assim era maior, então tirava-se a sorte entre os nomes, para não criar nenhum tipo de discriminação ou parcialidade entre pobre ou rica. Elas não eram religiosas, mas tinham desde o início uma vida distinta dos outros membros da OFS. A elas era confiado o cuidado e a decoração da capela do Santíssimo Sacramento da paróquia de Ognissanti, dedicavam-se também, como serviço próprio, em visitar as famílias especialmente dos demais membros da fraternidade da OFS, aqueles doentes e necessitados.

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No tempo da supressão da Igreja, provocada pelo imperador Leopoldo II do Sacro Império Romano-Germânico e Grão-Duque da Toscana entre 1765 e 1790, embora a Ordem Terceira de São Francisco tenha sofrido bastante, nos tempos seguintes a fraternidade adquiriu uma nova fase de vida tendo como primeira atividade apostólica uma escolinha para as crianças do bairro (2 de junho 1796). O arquivo da cidade de Florença nos confirma que as Irmãs receberam uma boa doação da parte do grão-duque da Toscana Fernando II para sua escolinha, além do seu reconhecimento didático.

“Uma árvore só cresce se suas raízes forem profundas”.

A partir de então, até hoje, a educação é uma das principais atividades, na qual as irmãs se dedicam em tempo pleno e, paralelamente, com a ajuda dos benfeitores, grandes e pequenos, fazem a diferença na vida dos pobres e necessitados, crianças e adolescentes, a elas confiados. A atividade apostólica fez com que as Irmãs abrissem o espaço para novos membros (quebrando a regra do número fixo de 12) e, com nova organização administrativa na primeira metade de 1800 elas passaram a ter uma vida fraterna própria, um diretório, uma responsável, um horário e a independência da fraternidade da OFS, passando a ter o cuidado particular do Frade Menor encarregado para elas. Crescendo o número dos membros no ano de 1878, abriram uma segunda casa em Mercatale Val di Pesa, sempre na região de Toscana.

Constituição canônica como religiosas 1906

No ano de 1906 as Irmãs receberam as primeiras Constituições aprovadas pelo Ministro Geral Fr. Dionísio Shuler O.F.M. com o Direito Diocesano, tornando-se assim aos poucos na categoria das religiosas reconhecidas pela Igreja.A partir de então, crescendo notavelmente em número, as irmãs, foram abrindo novas casas em toda a região de Toscana. As Irmãs começaram a trabalhar também nos hospitais, orfanatos e em outros ambientes menos favorecidos.

Em 1938 as Irmãs recebem o reconhecimento da Santa Sé, com as Constituições aprovadas e o Direito Pontifício. Muitos padres e bispos lhes convidaram para abrir novas casas, vendo nelas as características distintas da simplicidade, da alegria franciscana e da dedicação nos serviços a elas confiadas.

Desta forma a Família religiosa se espalhou por toda a Itália, prestando seus serviços segundo a necessidade do tempo e do lugar. É notável os serviços prestados por nossas irmãs durante as duas guerras mundiais às pessoas desabrigadas, junto com a Cruz Vermelha Italiana, nos hospitais militares, e ao Instituto Talasso Elioterapie "Rainha Helena" em Livorno, ao orfanato de “Madonnina del Grappa” do Mons. Facibeni em Montecatini, ao hospital “Madonna del Buon Consiglio”, Obra Nacional da Maternidade e Infância, a Monterotondo perto de Roma, etc.

Casa geral - Florença - Itália

Missão nas terras indianas (1967)

No ano de 1950, o bispo Monsenhor Benedetti, OFM fez um convite para abrir uma missão na Bolívia, mas parecia ainda cedo avançar desta forma. Contudo anos depois a sorte caiu sobre a Índia! Logo após o Concílio Vaticano II, as Irmãs abriram a sua primeira missão nas terras indianas (1967).

Nos primeiros anos, com a assistência de alguns padres indianos, chegaram várias turmas de moças indianas (do estado de Kerala, Sul da Índia) para Itália e, tendo recebido a formação religiosa e a preparação acadêmica, após a profissão religiosa, voltaram para Índia, no dia 31 de agosto de 1976, a fim de abrir casas na terra natal.

Dom Cornélius Elanjikal, bispo diocesano de Vijayapuram (kottayam-Kerala), depois o arcebispo de Ernakulam, que acolheu as irmãs na sua diocese. Ele foi um pai amoroso que as estimou demais e fez com que as irmãs crescessem e se multiplicassem em toda Índia.

As primeiras casas foram abertas no estado de Kerala e depois foram expandindo para outros estados e atualmente cerca de 300 irmãs trabalham em cinco estados da Índia de norte a sul, entre escolas, hospitais, orfanatos, pastorais paroquiais e outros tipos de assistências segundo as necessidades de cada lugar.

Missão nas terras Brasileiras (1992)

As Irmãs chegaram no Brasil no dia 30 de outubro de 1992, na cidade de Candeias-BA, à pedido do então Cardeal, Dom Lucas Moreira Neves, arcebispo de São Salvador da Bahia e primaz do Brasil. Para esta missão, prepararam-se na Itália cinco Irmãs indianas, dentre elas, três vieram primeiro e as outras duas depois.

Sem perder a tradição franciscana, a primeira casa aqui também foi fruto da providência divina: Dom Lucas preferiu um local franciscano para as Irmãs, sendo escolhido exatamente a Paróquia Nossa Senhora das Candeias, onde os Frades Menores deixaram sua marca há séculos e agora os Frades Conventuais.

Chegando na cidade, Dom Lucas, junto com Frei Stanislaw, pároco de então, mostraram à Madre três lugares para escolher: uma casa junto da Igreja São Francisco, na entrada da cidade uma ao lado do Santuário e outra ao lado da Igreja Virgem dos Pobres no bairro do Malembá. Ela preferiu escolher a casa da parte mais pobre daquela época: bairro Malembá.Na ocasião, o local onde deveriam morar, era a sacristia da Igreja Virgem dos Pobres. Depois, quando Dom Lucas avisou sobre a chegada das Irmãs - após a visita da Madre geral em 1991 e 1992 (nesta época elas ficaram hospedadas na casa episcopal com Dom Lucas) -, Frei Stanislaw reformou a sacristia, adaptando-a para a casa das Irmãs, construiu os quartos acrescentou o primeiro andar e a capela.

O povo do Malembá, bem como de toda a paróquia, colaboraram com a reforma da casa a fim de acolher as Irmãs com dignidade!

As irmãs chegaram no dia 30 de outubro de 1992, e como a habitação ainda não estava pronta as Irmãs passaram umas semanas com Dom Lucas e outras na casa dos Frades, em Candeias.No dia 05 de dezembro de 1992 começaram morar na casa atual: “Casa Virgem Anunciada”.

A superiora geral de então, Ir. Samuela Benvenuti, muito devota à Nossa Senhora deu o nome à primeira casa “Casa Anunciada”ou seja, a Casa da Anunciação trazendo assim em memória uma das casas da Itália dedicada a Virgem Maria da Anunciação , bem como a celebração litúrgica vivida neste tempo. Destacamos a criatividade da madre, pois, as cinco primeiras casas das Irmãs levam o nome dos cincos mistérios gozosos do Rosário e as outras duas levam os nomes franciscanos.

Hoje, após 33 anos, temos 22 irmãs em total e entre as quais 12 irmãs brasileiras com 8 casas: seis na Bahia e duas no estado de São Paulo.

Missão nas terras africanas 2010

As Irmãs abriram a sua última missão na Tanzania (África) no ano 2010, onde vivem 7 irmãs indianas que se dedicam aos serviços educacionais nas escolas e na prestação de serviços de enfermagem às crianças mutiladas nas guerras e que sofreram queimaduras ocasionais, em colaboração com um grupo de jovens voluntários italianos.

E hoje, após 15 anos da Missão temos 8 irmãs professas do local além das candidatas que estão na formação, com total três casas. 

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